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Personalidade Antissocial



Ao contrário do que o nome pode sugerir a perturbação da personalidade antissocial nada tem a ver com timidez ou isolamento social.


Pelo contrário, podem ser pessoas extremamente sedutoras, manipuladoras mas desprovidas de qualquer empatia. Vivem num deserto afetivo, que leva a que a sua conduta seja caracterizada por:

  • acentuado desprezo pelos sentimentos dos outros;

  • mentem, manipulam, humilham para proveito próprio;

  • desresponsabilizam-se e responsabilizam os outros pelos seus atos;

  • agressivos física e psicologicamente sem sentirem remorsos;

  • total desrespeito pelas normas e regras, tendo condutas imprudentes e irresponsáveis.


Vários estudos indicam que a prevalência desta perturbação é elevada em pessoas que estão detidas. Podem ser bastante cruéis, agressivos e até matar sem se sentirem culpados. Psicopatas e sociopatas são pessoas com o funcionamento mais grave da perturbação da personalidade antissocial.


Mas nem todos são necessariamente assassinos. Em situações mais ligeiras da perturbação podem ser mais normativos e muitos são líderes empresariais ou líderes governamentais e políticos, estando muitas vezes associadas a outras patologias, como a personalidade narcísica.


A origem desta perturbação está associada a vivências perturbadoras e impactantes no desenvolvimento emocional e afetivo saudável durante uma fase sensível da infância ou a desequilíbrios aeroquímicos e neurológicos.


Nas Perturbações da Personalidade a psicoterapia deve ter como objetivo o suporte, a psicoeducação e o desenvolvimento de estratégias adaptativas, em vez da mudança nos processos mentais. Ainda assim, é muito comum a pessoa desistir por "não ver resultados", não considerando que o seu modo de Ser está a condicionar o processo terapêutico.


Trata-se duma patologia do SER e não é enquadrável em situações clínicas expressas em sintomatologia típica, ainda que muitas vezes exista alguma comorbilidade. Por este motivo a psicoterapia visa, essencialmente, o estabelecimento de modos de funcionamento mais adaptativos, sendo que, nesta perturbação de personalidade é onde se verifica uma eficácia mais diminuta.


by Helena Coelho, psicóloga clínica @psicomindcare






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