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Aprender a brincar para "aprender a aprender"​



Associado à indisponibilidade de usar os recursos que a criança dispõe, estará um conjunto de experiências incorporadas no seu mundo interno, que podem ser sentidas por ela de forma bastante angustiante.



A aprendizagem emerge como resultado das experiências anteriores, conscientes e inconscientes, podendo ser condicionada, por  fatores emocionais.

A brincadeira tal, como as demais manifestações simbólicas, dará à criança ferramentas para aprender a lidar com suas emoções e afetos. Na exploração com o terapeuta de um espaço com potencial valor criativo, será possível uma apropriação de novos ganhos da aprendizagem como fonte de prazer.

Também Piaget defendia que não existem estados afectivos sem elementos cognitivos, assim como não existem comportamentos puramente cognitivos, sendo a actividade lúdica o berço das actividades intelectuais. Os afectos serão, assim, a fonte de energia usada pelos processos cognitivos.



A criança que não brinca, não se aventura em algo novo. Se, ao contrário, é capaz de brincar, de fantasiar e de sonhar, revela que está a enfrentar o desafio do crescimento e que inclui a possibilidade de errar, de tentar e arriscar nesse processo, como sendo condição fundamental para progredir e evoluir.



 "O prazer de aprender liga-se ao prazer de ser capaz de fazer, que será indissociável do prazer de brincar"

... o brincar é por si mesmo uma terapia

D. Winnicott