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Hipnoterapia

A Hipnoterapia é utilizada na prática clínica como uma ferramenta terapêutica, sem contra-indicações (*) que pode ser aplicada a jovens e adultos

(*) a hipnoterapia não é aplicável em determinados quadros clínicos, como por exemplo esquizofrenia, toxicodependências ou outros em que possa existir perda de contacto com a realidade objetiva
Como funciona a hipnose?
 

A utilização da Hipnose remonta a alguns séculos A.C., onde era usada pelos curandeiros/sacerdotes como um estado de sono curativo. Com os avanços da medicina foi começando a ser usada por profissionais de saúde, que introduziram o conceito de sugestão hipnótica. No século IXX,  o médico James Esdaile realizou mais de 3.000 cirurgias e amputações em pacientes sob estado hipnótico. Por volta de 1960/70, a APA (Associação Americana de Psicologia) e a OMS (Organização Mundial de Saúde) reconheceram o valor e as potencialidades da hipnose em contextos clínicos.

Em termos genéricos, a hipnose pode ser classificada segundo dois modelos de abordagem: a Hipnose Clássica em que são usados guiões ou protocolos fixos para o tratamento de um determinado problema e a Hipnose Ericksoniana, também conhecida como hipnose de transe conversacional. Este último modelo aplica conceitos da PNL (Programação Neurolinguistica) e é mais orientada para a comunicação, tornando-se mais personalizada e natural. Ambos os modelos tem aplicabilidade na prática clínica e daqui derivam várias abordagens interventivas.

O que faz funcionar a hipnose é, nada mais do que, uma resposta neurofisiológica, induzida pelo hipnoterapeuta, que leva a pessoa a um estado alterado de vigília até atingir um relaxamento físico e mental (transe) adequado à terapia. Neste estado, há uma parte consciente que ouve e segue as instruções do terapeuta e um parte subconsciente que responde à imagética dessas sugestões. É neste estado que é possível resignificar eventos, desconstruir crenças e "reprogramar" a forma como a sua mente processa a informação que está na base da doença.

Quais os objectivos terapêuticos?
 

Independentemente do modelo, as técnicas utilizadas associam-se a um método terapêutico facilitador de mudanças comportamentais a nível pessoal, relacional e profissional bastante eficaz, actuando como método terapêutico nas seguintes situações:

  • Depressão;

  • Ansiedade;

  • Fobias;

  • Obesidade;

  • Deixar de Fumar;

  • Perturbações do Sono;

  • Perturbações Sexuais;

  • Dependências,

  • Dor;

  • Auto-estima;

  • Stresse, etc.

Tenha presente que a hipnose não é "milagrosa". Requer o  comprometimento da pessoa, tal como nas restantes abordagens terapêuticas.
Poderei ser hipnotizado(a)?
O que é estar em transe?
 

Apesar de existirem pessoas mais sugestionáveis do que outras, de um modo geral, todas as pessoas podem ser hipnotizadas se for essa a sua vontade. Para tal é necessário que aprendam a confiar e que acreditem na terapêutica.

Quando alguém faz resistência mental, devido a questões personalísticas ou a receios (ver os maiores mitos sobre a hipnose), o estado de vigília mantém-se mais activo. 

Responda, sinceramente, a si próprio às seguintes questões:

  • já aconteceu estar a ver um filme , chamarem por si várias vezes e não ouvir?

  • já aconteceu estar a ouvir uma musica e sentir-se alheado do local onde está ou do que estava a fazer, como se os pensamentos voassem?

  • já aconteceu sentir um cheiro e de repente o seu corpo reage, como se estivesse a (re)viver naquele preciso momento uma emoção/situação?

  • já lhe aconteceu abraçar alguém e ter aquela sensação que não existe nada nem ninguém à sua volta?

  • já lhe aconteceu estar a conduzir e de repente perceber que estava a ir para um local que não era o seu destino, ou por um caminho totalmente diferente do pretendido?
     

Se respondeu sim a alguma destas questões, então já esteve em transe! 

Os maiores mitos sobre a Hipnose
 

​Há pessoas que ainda receiam a hipnose, têm medo de perder o controlo ou que o hipnoterapeuta  tenha acesso a "segredos" que querem manter. Estes receios derivam de, até há bem pouco tempo, o insuficiente desenvolvimento das neurociências não possibilitar a explicação do fenómeno, e da utilização da hipnose em exibições não clínicas, ou seja, em espectáculos de palco usados, por exemplo pelos media, como entretenimento. 

Estas são as verdadeiras premissas da hipnose:

  • a Hipnose  é um método totalmente natural, seguro e sem quaisquer riscos;

  • a pessoa mantém sempre o controlo sobre o que diz ou faz; nada pode ser induzido que vá contra a sua vontade ou valores e se faz algo que lhe é proposto é porque se sente confortável e o quer fazer;

  • é sempre possível e a qualquer momento sair do estado de transe; mesmo sem intervenção do terapeuta, a seu tempo a pessoa sairá desse estado;

  • a Hipnose não é um fenómeno sobrenatural; pelo contrário, utiliza as vivências mais ou menos conscientes de cada pessoa.
     

Veja a reportagem da RTP1 sobre o primeiro parto sem epidural e com Hipnose em Portugal, que aconteceu em 11/10/2014

Enquanto ferramenta clínica, garanta que é utilizada por profissionais de saúde devidamente credenciados na situação clínica a tratar (exemplo: psicólogos clínicos inscritos na OPP,  médicos, enfermeiros) com formação certificada em hipnose clínica.